FÉ RACIOCINADA !

Fé Raciocinada !!! Não tenhamos uma Fé Cega, não podemos acreditar em tudo que nos dizem. Por isso a recomendação "Amai-vos e Instruí-vos". Só conseguiremos ter uma Raciocinada através do estudo. Estude e saberá quando está sendo enganado, seja pelo ser humano ou por um "(espírito)".

sábado

Origem da Oração de São Francisco de Assis

Segundo pesquisas feitas por historiadores, São Francisco de Assis, não foi o autor da oração. O verdadeiro nome dessa oração é “ Oração da Paz”. Dentre os quatrocentos a quinhentos manuscritos examinados para a edição crítica dos escritos de Francisco de Assis, a famosa oração não foi encontrada.
Muitas perguntas foram feitas:

Quem lhe conferiu a condição de ser o autor da Oração da Paz ? Quem a criou ? Porque o anonimato do autor?

A pesquisa histórica realizada, exaustivamente, pelo professor Christian Renoux remonta para o ano de 1912, momento histórico em que ela apareceu, pela primeira vez, em uma pequena revista local da Normandia, na França. Vinha sem referência de autor, transcrita de outra revista tão insignificante, que nem deixou sinal da história, pois, em nenhum arquivo da França, foi encontrada. Universalizou-se a partir de sua publicação no Ossevatore Romano, órgão oficioso do Vaticano, no dia 20 de janeiro de 1916. No dia 28 de janeiro, do mesmo ano, foi publicada no conhecido diário católico francês La Croix. Era o tempo da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) e, por toda parte, faziam-se orações pela paz.

Pouco tempo depois da publicação da “Oração da Paz”, em Roma, um franciscano, Visitador da Ordem Terceira Secular de Reims, na França, mandou imprimir um cartão, tendo, de um lado, a figura de Francisco de Assis e, do outro, a referida oração, com a indicação da fonte: Souvenir Normand. No final, uma pequena frase, dizia: “essa oração resume os ideais franciscanos e, ao mesmo tempo, representa uma resposta às urgências de nosso tempo.

Christian Renoux demonstra então como começou, equivocadamente, a atribuição a São Francisco de Assis. Foi através de um impresso “da imagem de Francisco”, em Reims, na França, logo após a guerra de 1914-18, por iniciativa do capuchinho, Pe. Benoît. Por volta de 1925, a oração começa a ser difundida em ambientes protestantes da França, através do pastor valdense Jules Rambaud, à época, empenhado na reconciliação entre franceses e alemães. Nesse mesmo ano, um oficial protestante alsaciano, Etienne Bach, adota a oração como texto oficial do seu movimento e a publica no Boletim dos Cavaleiros da Paz, difundindo-a, a seguir, por todos os meios possíveis.

Um cartão postal, impresso com o texto da oração, em 1927, a intitula “Oração dos Cavaleiros da Paz”. E são eles, os protestantes franceses, que, em agosto de 1927, pela primeira vez, imprimiram-na com a indicação: “atribuída a São Francisco de Assis”, sem explicar, porém, essa atribuição. Na Inglaterra, a difusão começou entre os anglicanos, que a publicaram, pela primeira vez, em 1936, intitulando-a “A prayer of Saint Francis”. Nos Estados Unidos, o movimento católico dos Cristóforos, fundado em 1945, tomou a oração como sua e a difundiu, largamente, pelos jornais, pelo rádio e, logo, pela TV. Em 1968, o luterano alemão Frieder Schulz publica um longo artigo sobre a história da oração, descartando sua origem franciscana.

Em 1996, nos Estados Unidos, o Pe. Regis Armstrong traduz e publica, na revista franciscana de New York, os artigos já mencionados de Willibrord, Schulz e Poulenc, para desfazer o equívoco da atribuição a São Francisco.
Em síntese, pelo exposto, estou certo de que as edições impressas, as edições críticas, as fontes franciscanas, os estudos modernos sobre Francisco de Assis, etc., remetem-me a uma conclusão, absolutamente, clara: Francisco de Assis não é o autor da “Oração da Paz”, equivocadamente, conhecida como “Oração de São Francisco”.

Por Jorge Hessen


ORAÇÃO DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS
ou
ORAÇÃO DA PAZ

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

6 comentários:

  1. Anônimo16:24

    De qualquer forma a oração é linda e profunda. Sempre será!

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    1. Com certeza! O que verdadeiramente importa é a iluminação de quem a colocou no papel e nos deu a oportunidade de conhece-la.

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    2. E muito atual, para o momento que estamos passando!

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  2. Anônimo20:09

    não acredito nessa história nunca!!!
    sou Franciscana de berço e dentre os muitos livros biográficos de São Francisco ja remontam essa linda oração, adaptada posteriormente somente a ultima parte, assim tbm como o Cântico das Criaturas, tbm feito por ele nas últimas horas de vida. a maioria dos livros que contam a história de São Francisco remontam muito antes de 1900, até porque o santo nasceu por volta de 1183 e ja em vida o seu fiel seguidor ja escrevia prodigios e após sua morte muitos foram seus escritos, ja constando a oração da paz...precisam conhecer um pouco mais de história antes de postar as origens de algum fato...mas continuo gostando de São Francisco de Assis...

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    1. Como você pode observar, a informação vem de uma fonte fidedigna, foi uma pesquisa feita por um doutor em história.Christian Renoux, fez sua pesquisa histórica exaustivamente e poderá conhece-la na integra neste no link abaixo

      http://www.centrinho.usp.br/sfa/cur_04.html

      E quando terminar a leitura do texto todo verá que a fonte deste texto é justamente o Instituto Teológico Franciscano.

      Fonte: site do Instituto Teológico Franciscano - http://www.itf.org.br)

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  3. Anônimo14:02

    Essa oração consta no livro do São Francisco como feita por ele ao Papa da época que ele foi ver pra que esse papa aceitasse a ordem franciscana deles.

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